terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Favorita me irrita

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Mais um capítulo da série "Novela Me Irrita": por que a Lara ligou pro Halley e pediu pra ELE fazer alguma coisa para impedir a assinatura da fusão das empresas? Por que, em vez dessa brilhante idéia (Irene ODEIA Halley), ela não pediu pra que ele passasse o celular para a avó pra ELA dizer tudo o que descobriu sobre a Flora? Alguém sabe me explicar? Eu juro que tinha parado de ver novela, estava bem assim... Mas aí vem uma novela bacana e diferente, eu resolvo assistir, dar novo crédito ao gênero, passei a elogiar o autor e tudo... Mas essa foi demais. O Halley invadindo a sala de reunião foi qualquer nota.

E tava tudo indo tão bem!

Mas... melhor assim. Odeio ficar viciada em novela. Tô indo pro amigo oculto da mulherada. Isso, sim, é um programa bacana.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Passou voando

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Há dez anos botei uma beca e fui pra Casa da Espanha pegar meu diploma de jornalista na festinha da galera. Dez anos! A data, claro, merece uma comemoração e foi o que eu e mais alguns coleguinhas queridos fizemos no fim de semana. Amigo é tudo na vida, né não? O bom é que a gente pode ficar um tempão sem se ver que quando se encontra é a mesma bagunça. Foi o segundo reencontro do ano e eu já tô com vontade de promover um terceiro. Espero que a galera que não foi apareça dessa vez. Saudadona de todo mundo.

Boto aqui umas fotinhos que registram bem o momento feliz-feliz-feliz que vivemos no São Roque, no Leblon. Noite inesquecível. Eu, Wiled, Jordana, Tatiangra, Sol (do Seu Cuca. Temos um pop star entre nós, não é o máximo?), Flores, Sylvinha, Aline, Cadu, Luiz André, Cadu Éboli (que saudade!, tá na CBN o cara, chiquésimo!) e Renatinho, nosso novo velho amigo.

Se eu não voltar aqui, desejo pra todos: FELIZ NATAL, FELIZ 2009, FELIZ TUDOOOO!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bolsa fedida

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Tudo começou assim: Madonna anuncia sua vinda ao Brasil. Esta que vos escreve pensa: ah, já vi há 15 anos, na flor dos meus 19 aninhos, não preciso ver de novo. (Um parêntese se faz necessário para narrar minha aventura em 1993. Como com 19 anos a gente acha tudo uma beleza, fui de pista. Cheguei cedo, passei perrengue, fiz amizade com a galera ao lado, comi sanduíches que eles ofereceram e fiquei tão cara a cara com a loiruda que acho até que ela piscou pra mim. Ah! Quer saber? Ela piscou pra mim! É assim que quero contar a história. Além do mais, quem conta um conto aumenta um ponto. Por isso, digo aqui que Madonna piscou e mandou beijo pra mim, tá?)

Mas eis que minha amiga Jordana, tão loiruda quanto Madonna e luz da minha vida, chama os amigos para uma macarronada de fim de ano. Jordana, Madonna, Macarronada, Macarronada, Madonna, Jordana. Minha amiga comprou ingressos assim que anunciaram as vendas. E eu lá, irredutível: já vi, não preciso ver de novo! Não tenho mais idade pra show no Maracanã!

Macarrão vai, macarrão vem, decidi, de supetão, ir pro Maraca com a cabeçada. Saí de Botafogo com uma alegria adolescente, era como se eu tivesse 19 anos de novo. Parecia até que depois do show eu ia jantar com a Madonna o que sobrara do sensacional macarrão da Jordans. Metrô lotado, sovacos alheios espremendo nossos fofos rostinhos, meninas vestidas de noiva cantando Like a Virgin como se não houvesse amanhã e a gente lá, feliz, feliz, como se estivesse numa limousine com ar-condicionado.

Ao chegar ao Maraca, aquele festival de ambulantes com slogans sensacionais:

"Olha a capa e a sombrinha! Quem não leva, não tem amor à chapinha!"

Como não faço chapinha, só comprei o ingresso. Entrei. Cadeira Central, lugar-petáculo, perfeito para a galera que passou dos 30. Lá, vi Lazinho (sim, Lázaro Ramos estava ao nosso lado, não me perguntem porque ele não estava no camarote VIP. Povo, Lazinho é gente como a gente. Assim como Parreira, o ex-técnico da seleção, que estava com a mulher ali, pegando chuva comigo, batendo palminhas contidas, porém ritmadas, quando ouvia uma música conhecida).

Amei o show, pulei tanto que cheguei a ficar dolorida no dia seguinte. Por uma dessas dádivas da vida, na segunda me liga um amigo e me oferece dois convites prum camarote. Claro que fui. E me esbaldei de novo, vendo a material girl por outro ângulo. Que showzaço! Que mulher! Cinqüenta anos e muito melhor que várias de 25! Tá musculosa demais pro meu gosto, mas se ela tá feliz assim, que continue assim.

Eu é que não posso continuar assim. Ao procurar uma bolsa a tiracolo para levar para o show na segunda-feira, achei uma única, velha, sujinha, desbotada, cheirando a guardada, perdida no fundo do armário. O mesmo aconteceu com a Juca, amiga do peito que me acompanhou e, com sua sabedoria, teceu o pertinente comentário:

"A nossa única bolsa de show estava guardada, suja e fedida. Ou seja, estamos velhas messssmo".

Que lástima. Preciso urgentemente de uma nova bolsa a tiracolo. E prometo pra mim mesma que vou tirá-la do armário sempre que tiver um show que valha a pena, como o da Madonna.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Senti meu coração apressado, todo o meu corpo tomado...

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Não posso definir aquele azul, não era do céu, nem era do mar. Foi um Rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar. Os versos do Paulinho da Viola descrevem perfeitamente minha emoção ao ir hoje, pela primeira vez, ao barracão da minha amada Portela. Simplesmente não consigo encontrar palavras para descrever minha felicidade. Fiquei toda arrepiada vendo as esculturas, as fantasias, os carros alegóricos, o trabalho daquela gente que rala dia e noite para fazer o mais belo espetáculo da Terra, o carnaval.

E a notícia MARAVILHOSA que eu tenho para dar, em primeiríssima mão, é a seguinte: VOU SAIR NA PORTELA ANO QUE VEM! Tô muito, muuuuito feliz! Primeira vez que vou sair de destaque! E que destaque, povo! Saio no carro do Brasil, onde todos os tipos de arte estarão retratados (música, cinema, teatro, artes plásticas etc) e eu, euzinha, vou representar a... literatura. Não é um luxo? O melhor presente de Natal que eu poderia ganhar. Quem me deu foi o Lane Santana (na foto comigo), carnavalesco da azul-e-branco de Madureira, minha escola do coração, que me arrepia, me deixa rouca, me faz chorar. O carro é lindo, petáculo, coisa de louco! A avenida vai pirar o cabeção com ele e aplaudir de pé, tenho certeza.

Passeando pelo barracão, fazendo um tour com o Lane, não pude deixar de pensar: como turistas do Brasil e do mundo não incluem em seus roteiros de viagem uma visita à Cidade do Samba? É incrível conhecer os bastidores daquela festa grandiosa, ver como um monte de isopor, espuma, madeira e plumas vira uma infinidade de fantasias e alegorias deslumbrantes, é um barato pensar em quanta gente a indústria do Carnaval emprega. Uma visita aos barracões mostra como o carná é um negócio sério. Por isso, recomendo para essas férias uma ida à Cidade do Samba (www.cidadedosambarj.com.br). Gostem ou não da folia momesca, é um programaço. Depois vocês podem emendar com uma ida ao centro do Rio, para conhecer igrejas e edifícios antigos e babar por essa cidade, que é bonita, é bonita e é bonita!

Gente!!! Que bom que tudo se resolveu, hein? Thalitetes, unidas, jamais serão vencidas! hahahaha!

Abaixo, a letra irretocável de uma pérola que ganhou fama na voz divina da Clara Nunes:

Portela na avenida

(Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)

Portela
eu nunca vi coisa mais bela
quando ela pisa a passarela
e vai entrando na avenida
parece
a maravilha de aquarela que surgiu
o manto azul da padroeira do Brasil
nossa Senhora Aparecida
que vai se arrastando
e o povo na rua cantando
é feito uma reza, um ritual
é a procissão do samba abençoando
a festa do divino carnaval

Portela
é a deusa do samba, o passado revela
e tem a velha guarda como sentinela
e é por isso que eu ouço essa voz que me chama
Portela
sobre a tua bandeira, esse divino manto
tua águia altaneira é o espírito santo
no templo do samba

as pastoras e os pastores
vêm chegando da cidade, da favela
para defender as tuas cores
como fiéis na santa missa da capela

salve o samba, salve a santa, salve ela
salve o manto azul e branco da Portela
desfilando triunfal sobre o altar do carnaval


Bitocas empolgadasssssss e trabalhadas na purpurina

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Eu, a Ana e o Louro

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Fui gravar hoje o programa do dia 9 de janeiro, quando estréia o quadro. Aí vão fotinhos. Depois boto fotos da equipe toda, que é nota mil!
Gente, o livro com o menino protagonista está quase pronto, faltam umas 20 páginas. Oba! Mas antes disso sai o Fala sério, pai!. Tô AMANDO fazer.
Beijo enorrrrrrrme

sábado, 6 de dezembro de 2008

Enfim... a surpresa!

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Saiu no Extra!
Eu ma telinha, povo! No Mais Você, todas as sextas de janeiro, num quaro chamado Puxando Assunto, que vai incentivar o diálogo entre pais e filhos.
Muito feliz eu tô!
Estréia dia 9 de janeiro! Acordem cedo pra ver, vale a pena! Tá ficando tuuuuudibom!
Depois boto mais novis e fotos aqui.
Bitocassssss

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Garganta - a saga continua + Leblon

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Eu gosto de médicos. Sou do tipo que fica feliz e aliviada quando está numa festa e alguém avisa: "Aquele ali é médico". É maluquice? Talvez. Mas me sinto realmente bem sabendo que num mesmo recinto tem alguém que pode ajudar um outro alguém em caso de peripaque. Feito este preâmbulo, e acrescentando que não sou hipocondríaca (como podem sugerir as más línguas), sou apenas uma pessoa preocupada com a saúde, faço o desabafo: odeio otorrinolaringologistas.

E olha que o meu é um fofo. Japinha, engraçado, piadista, bem-humorado, apaixonado pela profissão... Mas como é que eu posso gostar de um ser que enfia um treco na minha goela adentro? Não dá! Adoro exames (ah, gosto mesmo!), mas a tal da videolaringoscopia não é um exame, é uma sacanagem! Nada mais é do que um cano (comprido, diga-se de passagem) com uma câmera que examina praticamente a alma da sua garganta. Uma delícia. Bom, a parte boa dessa história é que o derrame nas cordas vocais cessou (oba!) e deu pra ver direitinho o meu problema: estou com dois nódulos nas cordas vocais, mas... eles podem deixar de existir com fonoaudiologia!!! Então, como sou CDF e não quero nem pensar em operar (seriam duas semanas sem falar, olha que suplício!), caí de cabeça nas sessões de fono e estou feito louca em casa fazendo exercícios para tirar os nódulos de lá e fortalecer minhas cordas vocais.

Por isso, quero agradecer a energia boa, as orações e o carinho de vocês. Eu estava bem preocupada semana passada, mas agora estou só um pouco preocupada. Tenho certeza de que vou me livrar dessas coisas feias rapidinho. Em janeiro vou fazer outra videolaringoscopia pra ver como estão os nódulos (e eles não vão estar lá, tenho fé!).

Não tenho escrito aqui porque infelizmente meu punho reclama depois de um tempo no teclado. Mas tenho uma notícia boa (nossa, estou cheia de notícias boas hoje, estou fofa demais da conta): escrevi ontem a primeira crônica de Fala sério, pai!. E amei escrever. O Armando, pai da Malu, está louco para narrar sua relação com a filhota. Adoro essa parte: quando os personagens querem falar, quando eles estão prontos, cheios de palavras e sentimentos que me fazem socar o computador para botar no papel tudo o que eles querem dizer. O livro sai em julho do ano que vem, nas férias escolares.

LEMBRETE: Sábado tem Da Conde Dá Papo, na livraria Da Conde, na Conde de Bernadotte,26, em frente ao Teatro Leblon. As pessoas vão poder fazer perguntas, tirar dúvidas sobre meu processo criativo, sobre livros, personagens... ah, enfim! Vai ser um grande bate-papo, e tá todo mundo convidado. A partir das 16h. Vai lá, galera! É meu último evento este ano.